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Você se acha um procrastinador? Pffft.

Pois eu vou lhe mostrar como os procrastinadores profissionais procrastinam. Vou tentar resumir o contexto ao máximo, mas senta que a história é longa.

1984: Sou contratado como estagiário na LZ Equipamentos, fabricante do Color64, clone do TRS-80 Color, mais conhecido como CoCo.

1985: Amei a máquina, aprendi linguagem de máquina Motorola 6809, domino as mumunhas do hardware e da ROM de BASIC, mas acho ridículo que o modo texto dele tenha míseros 32 caracteres por linha (o TRS-80 original tinha 64). Crio meus programas para a empresa usando um editor chamado Super Color Writer, que desenha caracteres na tela gráfica e portanto consegue exibir 64 caracteres por linha. Ou 51, com caracteres um pouco mais bonitinhos. Ou 85, se você realmente se odeia e não dá valor à saúde dos seus olhos.

1986: Desde ano passado estou com a ideia na cabeça: não seria legal se o BASIC pudesse operar nesse modo? Melhor resolução de texto, e poder fazer programas gráficos com texto usando simplesmente PRINT. Eu poderia alterar o BASIC. É uma trabalheira, mas sei como fazer isso. Taí, vou fazer…
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RFyG nosso: Recuperação de um CP-500 – parte 2, a restauração.

Então, a história do CP-500 ainda não acabou. Se você não leu a parte 1, clique aqui e vá ler. Senão, continuo a história aqui embaixo.

Pois então, esse pequeno monstro ficou ancorado por muito tempo no calabouço do Oazem, e fico imaginando quantas vezes eles deve ter tropeçado no CP-500 e xingado-o… Mas nas palavras do mestre da testa comprida: Para arrumar esse micro é preciso um daqueles dias em que você tem tempo e está inspirado para fazê-lo. E vocês sabem, a intersecção entre ter tempo e inspiração é praticamente um conjunto vazio. Ou seja, o CP-500 parecia que estaria destinado a nunca mais funcionar. Até que…

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RFyG nosso: Recuperação de um CP-500 – parte 1, a descoberta.

Então… Eu tenho um CP-500. Sim, na verdade eu ganhei esse CP-500. Não devo ter contado a história para vocês, então vamos lá:

Alguns anos atrás, estava eu um dia no almoxarifado central da fundação onde trabalho, um depósito grande e cheio de tudo que é tipo de coisas que são usadas por escolas e pela administração pública. Caminhando junto com o chefe do setor, de repente olho uma estante (de concreto) e vejo algo familiar. Pergunto se posso subir para dar uma olhada, e o responsável autoriza.

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RFyG nosso: Restauração do teclado do Paxon.

Este relato é um Rise From your Grave (RFyG), só que brazuca, mas não feito por mim, mas pelo amigo e ouvinte Fábio Santos. Bem, vocês devem lembrar que o teclado do meu MSX 1 Paxon PCT-50 (aqueeeeeele, lembram?) estava esquisito, cheio de pontos de ferrugem e com várias teclas sem funcionar. E pra piorar, o teclado é composto de uma placa metálica, onde estão as chaves de contato. E, abaixo dele, a placa de circuito impresso (PCB) onde as chaves de contato estão soldadas. Ou seja, as chaves estão presas na placa metálica e no PCB. Cada chave tinha pelo menos 3 soldas, se são tipo 60 teclas… 180 soldas a serem removidas e 180 soldas a serem feitas. Nada animador, pelo visto.

Pois então, numa conversa no grupo de WhatsApp de MSX, o Fábio Santos disse que encararia a empreitada de dar um trato no meu teclado, se eu quisesse. Sem pensar duas vezes, empacotei o teclado e mandei para ele pelos Correios.

O que temos abaixo é o relato dele e escrito por mim, sobre a situação do paciente e as suas respectivas ações para minimizar e resolver o problema. Vamos lá…

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