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Quinta do pitaco parte 2: As provas do crime.

Continuamos nossa série da quinta do pitaco, falando do que o Nishi colocou no twitter e no site dele a respeito dos seus projetos. Não iremos emitir julgamentos a respeito, ao menos não nessa parte. A ideia aqui é informar vocês de tudo o que está acontecendo, para depois opinar.

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Quinta do pitaco parte 1: Nishi ataca outra vez.

Antes que você se pergunte o que está acontecendo, é que o texto ficou tão grande que eu decidi dividir ele em três partes, a sair em dias seguidos, como uma novela diária. Entào, o assunto não acaba aqui, mas continua. E o assunto é… Esse japonês sessentão aí do lado. Kazuhiko Nishi, o “pai do MSX”, paixão e ódio de um monte de gente, e dono de um poço de ideias mirabolantes que fazem inveja a muita gente que comenta aqui no nosso site.

Enquanto todo mundo está assustado com a Microsoft comprando a Activision por US$ 68,7 bilhões, a comunidade MSXzeira está em polvorosa com as manifestações recentes desse homem.

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Quinta do pitaco – A gourmetização dos nossos sonhos de consumo, e como lidar com isso.

Um dia desses, minha esposa (que tem Facebook) vê uma postagem, feita pelo Leo Pinto na nossa comunidade, e me pede para falar algo. A postagem é essa:

Os preços em retrocomputação andam proibitivos. Nós que gostamos e divulgamos coisas interessantes sobre o tema deveríamos nos ajudar, não nos canibalizar. Daqui a pouco, todos os itens interessantes vão estar nas mãos de gente rica e nunca mais teremos notícias ou acesso a eles. A cobiça é triste.

Ela me pede para escrever algo, que ela enviaria. Como vocês sabem, eu não tenho Facebook e não pretendo ter. Mas eu decidi fazer uma postagem aqui no site, para comentar a respeito, e permitir que outros também possam ler e interagir. Se preparem que ficou grande.

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Há o Início e há o Fim. Vamos falar do Início.

Muitas e muitas vezes no podcast e no blog falamos do nosso ponto de corte. É o momento no tempo em que terminou a Computação Clássica e começou a Computação Moderna. É consenso que isso aconteceu no meio dos anos 90, quando as últimas plataformas que davam “biodiversidade” ao cenário da Computação saíram de cena. Por vezes citamos 29 de abril de 1994, dia da falência da Commodore. Mas acho que uma data melhor — mencionamos isso inclusive no último Repórter Retro — é 24 de agosto de 1995, data de lançamento do Windows 95. Por três motivos:

  1. Marca o início da era seguinte com a predominância do padrão PC (velho)
  2. É um número redondo (a importância dessa redondeza explicarei já já)
  3. Agosto é uma época apropriada para marcar o fim de uma coisa boa. 😢

Mas, como disse no título, este post não é sobre fins e sim sobre inícios. Quando a era da computação clássica começou?

Lançamento da Santíssima Trindade? Nãããão, bem antes. Altair 8800? Nananinanão. Antes. O primeiro microprocessador, de 1969? Ótimo chute, mas… não.

Exatamente 55 anos atrás, no dia 14 de outubro de 1965, foi lançada  no mercado dos EUA uma máquina vendida como calculadora de mesa, que podia armazenar e executar sequências de instruções e cálculos. Matéria do dia seguinte no jornal novaiorquino Daily News Record:

OLIVETTI LANÇA NOVAS DIMENSÕES EM COMPUTADORES

NOVA IORQUE — Um computador compacto e de preço econômico, que deverá inaugurar a era do processamento de dados para pequenos e médios negócios, foi lançado nesta quinta-feira.

O novo computador, chamado Programma 100 [sic], foi apresentado pela Olivetti Underwood Corp., marcando a entrada da empresa no mercado de processamento eletrônico de dados. Ele é descrito como preenchendo a lacuna entre grandes computadores convencionais e calculadoras de mesa.

“Lançado ao público”, diga-se, qualquer pessoa que pagasse o preço pedido podia comprar e levar pra casa, ou seja, “pessoal”. “Armazenar e executar sequências de instruções” significa que, por definição, o Olivetti Programma 101 era sim um computador. Portanto, um computador pessoal. O primeiro de todos.

Aqueles que nos acompanham há algum tempo lembrarão que ele já foi mencionado no Repórter Retro quando fez 50 anos.

Percebam que a Era Clássica da Computação durou quase exatos e redondos 30 anos. 1980, um ano cabalístico (VIC-20, Ian Curtis, greves no ABC, TRS-Color, Misha, Bonham, Reagan, Lennon etc…), foi exatamente o ponto médio.

E se você que nos lê nasceu depois de 14 de outubro de 1965, nem que seja só por alguns dias, saiba que — ao contrário deste humilde escriba — você já nasceu na Modernidade. Ninguém pode dizer que você é uma pessoa velha. Agora me dá licença que eu vou jogar damas na praça e ficar reclamando de como as coisas eram diferentes nos bons e velhos tempos. Harrumpf. Cadê minha bengala?