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Mosca Branca do dia: TIKI 100

E os canais retro só fazem se multiplicar. Com vocês, o Arctic Retro, diretamente do Círculo Polar pra nos mostrar que da Noruega vieram outras coisas nos anos 80 além disto. Especificamente, este computador baseado em Z80, rodando um clone de CP/M com mensagens em norueguês* e… um clone de Space Invaders.

(*) O idioma norueguês tem duas formas escritas oficiais, uma “culta” e outra “popular”. As mensagens desse SO são na forma “culta”, o Bokmål. A forma “popular” se chama Nynorsk. Você… (toc… toc… toc…) sabia? (toc… toc… toc…)

Mosca Branca do dia: A/UX

Muitos sabem que uma das consequências do retorno triunfal de Steve Jobs à Apple (além da série de Macs “bala Soft” 3 anos antes) foi que o MacOS, o sistema operacional dos Macintosh, passou a ser baseado em UNIX. Uma transição radical que, por sinal, fez 20 anos agora há pouco.

O que poucos sabem é que, 13 anos antes, houve outra tentativa, mal-sucedida, de emplacar UNIX nos Macs. O canal Action Retro conta a história abaixo. Com vocês, o A/UX.

Chuva de Sinclair em Casa de Castro

Eu juro procês, eu não corro mais atrás dessas coisas, mas elas vivem caindo no meu colo.

Meu chapa da Engenharia Eugenio Marins teve a sorte de ter um pai ultra-hiper-mega-blaster-NERD nível HARD EXTREMO, que fazia experiências e fuçava com tudo que você pode imaginar, química, marcenaria, metalurgia, mecânica e… claro, retrocomputação. (Na época chamada simplesmente “computação”.)

Ele já tinha me passado uns Hotbits e TKs da tumba de Tutancâmon casa do pai, já falecido. Um deles eu usei pra sortear um exemplar do meu livro.

Nestes dias ele achou mais coisa, e nós dois convocamos o Ricardo Pinheiro para se juntar à expedição arqueológica. O resultado está aí embaixo. Ainda tinha mais alguns livros de MSX dos quais o Ricardo mui alegremente se apropriou.

Autoria do penteado Simply Gray: (1) vento; (2) o cabelo não ter crescido o suficiente pra ser pego pelo elástico.

Resumindo:

  • Um ZX80, lançado em 29 de janeiro de 1980 (eram dias cabalísticos, esses) e o primeiro microcomputador popular vendido em massa abaixo de £100.
  • Um clone obscuríssimo do ZX80 que rendeu processinho.
  • Dois terminais seriais de um Schumec (cada um pesa 8 kg, sem monitor e sem gabinete!) igual àquele no qual aprendemos programação no IME e no qual isto aqui (mencionado no Repórter Retro 067) aconteceu.
    • Sim, um colega meu programou um software de corrida de cavalos no BASIC do CP/M e a gente apostava dinheiro.
  • Vários livros e manuais.
  • Uma plaquinha wire-wrap com barramento (provavelmente) S100 no qual Marins Sênior fazia experiências.

Lembrando que algumas semanas atrás um cliente (valeu Dr. Leonardo!) me doou um AS-1000, outro clone de ZX81, este brasileiro. Acho que o Universo está tentando me dizer que devo dar outra chance a essa arquitetura de computadores. Agora tenho que achar meu sintonizador de RF pra testar essa bagaça toda.

Mosca Branca do dia: LUNA-88K² e D/CAS

Workstation UNIX japonesa de 1992, baseada no 68030 88100 da Motorola. Até aí, interessante, legal, mas nada de mais. O tchan está no armazenamento.

Ele usa um bixistranho chamado D/CAS, que parece um filho bastardo da fita cassete clássica e da DAT. Tem exatamente o mesmo formato do cassete normal, com algumas diferenças visuais bem sutis:

  • Um chanfro na parte de cima, para o leitor poder recusar cassetes normais
  • A aba de proteção contra escrita é diferente (e reversível)
  • Não tem o feltro que empurra a fita contra a cabeça num cassete normal

Cabem 160 MB numa fita, o que para 1992 é bem aceitável. Veja as fotos:
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