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Um pouco de 386BSD

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Normalmente, quando falamos em Unix e Unix-like nos descendentes do IBM 5150, nos lembramos imediatamente de Xenix e Linux.

Tivemos vários outros, como o 386BSD, de 1991; chamado de “primeiro sistema operacional Open Source”, por estar documentado em uma série de posts sobre o esforço de portar Unix para 386.

No entanto, apesar de ter sido desenvolvido em um laptop 386 com 3MB de RAM e 100MB de disco, exigia o uso de uma FPU, item caro no início dos anos 90.

(Ed S no G+)

Macross 6502

habitat

O pessoal do Museu de Arte e Entretenimento Digital recuperou e disponibilizou no GitHub o código fonte do Macross — não, não é este Macross! — um montador assembler para 6502 desenvolvido entre 1984 e 1987 pelo pessoal da LucasFilm Ltd e utilizado na criação de títulos Habitat (que rodava na QuickLink, aquilo que veio a virar a AOL), Maniac Mansion e Zak McKracken.

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O desafio do Venix/86

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propaganda do VENIX

O blog Fun with virtualization é uma verdadeira loja de doces para quem se interessa por plataformas clássicas e bits escovados em pelo de texugo. Melhor, é uma verdadeira loja de doces exóticos onde sempre podemos nos deparar algo antigo ao qual éramos totalmente ignorantes.

E a “novidade” é um tal de Venix/86. Não é XENIX e eu não escrevi errado! Ele era um clone de UNIX Version 7 lançado em 1983 pela empresa estadunidense VenturComm e que rodava nos IBM PC-XT, clones e uma vítima quase desconhecida da Home Computer Wars, o Texas Instruments Personal Computer, o TIPC.
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Fazendo do VIC-20 um terminal serial

Success!  Able to get connected to the Linux machine's tty

Como? Justamente o que a tela está mostrando! Jon Tabor numa preguiçosa tarde de domingo resolveu por em prática uma ideia que ele teve: transformar um VIC-20 em um terminal para um UN*X. E como ele fez?

Bem, as pessoas parecem se esquecer que a IEC é uma porta serial, bastou soldar uns fios nos lugares corretos, espetar a outra ponta do cabo em um adaptador serial USB, este em um notebook.

Daí foi executou o agetty no Linux para ouvir a porta serial e providenciou um “emulador de terminal” no VIC-20 com um simpático programa em oito linhas de Commodore BASIC.

( Retro Computing do Google+ )

Rodando MINIX no Atari ST

st0

Para ser bem resumido, o MINIX é um clone de UNIX baseado na versão 7 do UNIX e originalmente escrito por Andrew Tanenbaum em 1987 como complemento do livro “Sistemas Operacionais : Projeto e Implementação“, na primeira versão ele exigia um IBM PC-XT com 256KiB de RAM e dois acionadores de disquete (hoje os requisitos ainda são baixos).
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Se é provocação, não é somente nossa!

Na verdade isto aqui é uma dica de leitura, mas fazer piada é mais forte que a gente Acontece que a introdução do livro “The Operating System Handbook — or, Fake Your Way Through Minis and Mainframes” de autoria de Bob DuCharme, contém um parágrafo bastante interessante:

“Today it’s fashionable among many personal computer users today to proclaim that minicomputers and mainframes are dinosaurs, and that the meteor that renders them extinct is coming fast. (When I say personal computer, I mean one that’s personal, that you have all to yourself, and that you can afford to have at home or on your desk at work. This includes Macintoshes, Amigas, and the Atari ST, not just DOS machines.) They call the big machines primitive, because you don’t use a mouse and icons to start up programs.”

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E o FUZIX no MSX começa a tomar forma.

MSXzeiros, alegrai-vos!

fuzix01Alan Cox informa que o boot do Fuzix já está chegando até o ponto em que um teclado é necessário, e ele está usando como referência um MSX 1 com MegaRAM (aê Ademir Carchano!), incluindo toda a estrutura horrorosa de slots e subslots (segundo ele), achando a MegaRAM e ligando tudo. Já tem também os códigos iniciais para procurar por dispositivos de E/S… E ele avisa que odeia escrever drivers para interfaces de disco.

Nos comentários, sugestões de port para 6502 (BBC Micro), o uso de Memory Mapper (afinal das contas, ela é a expansão de memória padrão dos MSX), o motivo de ter usado MegaRAM (ele usou código-fonte do UZIX, gente!), o COLOR 15,5 do terminal, entre outros. E o nosso ouvinte, Fábio Emílio Costa, nos citou, falando para o marido da Telsa falar conosco! Viramos referência, pessoal, olha só que bacana.

E a quantidade de ofertas de ajuda aumenta. Veremos mais novidades desse que é, para mim, a melhor notícia retrocomputacional do segundo semestre de 2014, talvez do ano todo. Fiquem ligados!

É “BSD”, “retro” e também algo novo

Dentro dos PIC32 da Microchip residem um MIPS M4K, 128 KiB de memória RAM e 512 KiB de Flash. Ou seja, dentro dele, além de memória, há um processador RISC de 32-bit de baixo consumo de energia e poderoso pois implementa proteção de memória (sabe aquele papo de “kernel space” e “user space”?). Sendo assim, um pessoal resolveu portar um UNIX para este cara…

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