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Mosca Branca do dia: Gendata TI 8000

Marcos Velasco, do nosso grupo no Facebook, informa:

Gendata TI 8000Chegou agora há pouco um computador raríssimo e sinistro, pra fechar o ano com chave de ouro. Gendata TI 8000, do ano de 1986.

Gendata foi uma empresa Brasileira, mais especificamente de Belo Horizonte-MG e fabricou este computador estranho. O pouco que consegui de informação, a empresa era voltada mais pra área contábil e também era conhecida como Prolog Gendata.

Possui dois drives de 5 1/4, o drive A é o da direita e o drive B é o da esquerda, enquanto a maioria dos computadores da época era o contrário. O teclado possui um plugue incomum (eu nunca tinha visto um teclado com este plugue), veja fotos.

Ainda não entendi o motivo do computador vir com dois teclados com cores diferentes (um cinza e outro bege), veja fotos.

O monitor também tem um plugue incomum (que também nunca vi em outro computador). A parte de tras da placa-mãe é visível e possui um plugue específico para caneta ótica… resumindo: sinistro mesmoooo…

Se alguém tiver mais alguma informação sobre este micro “macabro”, eu agradeço. Tenho mais de 200 computadores e este é o mais estranho até o momento. Na placa mae dele tem escrito “Eletrotela Computadores e Sistemas Ltda.”

Gendata TI 8000 abertoAlguns chips que estou conseguindo ver a numeraçao: MC6845P, Z8400AB1 Z80A CPU, TMM2732D. Infelizmente o monitor não está ligando e por ele ter aquele conector estranho, vou precisar de alguém com bom conhecimento em eletrônica pra dar um jeito nele… mas ele está ligando e o drive A está acendendo e procurando por disquete.

Mais fotos aqui.

CP/M em um HC-91!

HC_WordStar

E acidentalmente me deparei com algo realmente curioso e que junta os episódios 33 e 56 do podcast em um único post! Cortesia do Mihai de nos contar sua experiência de colocar a interface (IF-1), drive de disquetes e CP/M funcionando em seu HC-91 — um clone de ZX Spectrum fabricado em 1991 pela romena Ice-Felix.

E, exatamente, ele está rodando Wordstar!

Internet, sua linda!

i7000aEra uma vez um micro profissional brasileiro de 8 bits que rodava CP/M, chamado I-7000, fabricado pela Itautec. Ele tem um artigo na Wikipédia, bem fraco de informações. Nosso manu parça Claudio Picolo tentou incrementá-lo com informações baseadas em revistas da época. Os editores da Wikipédia recusaram as alterações, dizendo que era “vandalismo” (???), aí o Claudio as publicou… aonde?
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SamaruX: um shell Unix-like para o CP/M

samarux_scr1

Sim, o SamaruX é um shell Unix-like para seu CP/M rodando em Z80. Está na primeira versão, mas já faz:

  • Redirecionamento de stdin e stdout com > e <.
  • Pipes com |.
  • Variáveis de ambiente: $TERM, $USER, etc.
  • Histórico dos comandos digitados.
  • Perfis para customização do ambiente.
  • Alias.
  • Processamento batch com controle de fluxo e passagem de argumentos.
  • Manual online.
  • Customização do prompt.
  • Comandos internos: cp, rm, mv, man, cat, more, grep …

(via)

E agora o código fonte do CP/M!

O pessoal do Computer History Museum disponibilizou o código fonte (sim, o CÓDIGO FONTE!) das versões iniciais do CP/M. CP-o-que? Nada mais, nada menos, que o sistema operacional que rodava em 11 de cada 10 computadores baseados em i8080, i8085 e, claro, Z80! O CP/M foi desenvolvido por Gary Kildall, fundador da Digital Research, lançado em 1974 e cuja inspiração (ou tentáculos se prefeir) atingiu quase todos os computadores baseados em Z80 e até mesmo plataformas alienígenas como o Atari ST e, claro, a inspiração para a criação do MS-DOS que, bem ou mal, reside de alguma forma no coração desse seu PC novinho, porém velho.

 ( OSNews )

Vídeo do dia: CP/M rodando num TRS-Color. AHN? Cumequié?

Felipe “Retro Canada” Antoniosi mais uma vez obrigando o CoCo a fazer coisas que não são de Jesus. Ele codificou um emulador do Intel 8080 e botou pra rodar programas de CP/M, usando o VDP 9958 — perdão, o modo de 80 colunas nativo do CoCo 3 — pra saída de vídeo. Veja a mágica acontecendo no vídeo abaixo:
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Há algo de Retro no Reino da Dinamarca

Sim, lá por aquelas meio-teutônicas meio-escandinavas bandas também se fabricaram micros de arquitetura própria. (O famoso “compatível com ele mesmo”.) Mas talvez seja injustiça aplicar esse termo ao Piccoline RC759, já que ele usava uma variante do CP/M, o Concurrent CP/M-86. E o forte do CP/M, como é notório, era justamente a compatibilidade entre sistemas diferentes.

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