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Seu TK90X pede uma ROM

Sabe a ROM nova cheia de melhorias legais pro TK90X, anunciada e resenhada pelo Emerson “Branco” do canal OldPlayers recentemente? Pois então, outro parça nosso, o Ernani Cioffi (OldTec) vai produzí-la por módicos 45 ossos de boi! Revertendo, desses, 10 para o autor, o uruguaio Rodolfo Guerra.

Veja todos os detalhes no portal OldPlayers.

LEMBRANDO: Os links do Facebook são públicos e você não precisa ter conta lá pra visualizar, tá Ricardo?

Coisinhas para usuários aventureiros de CoCo 1 e 2 brincarem, parte 1

Sabe as ROMs alteradas que eu mencionei no post sobre a mega-procrastinação? Pois taqui um pacotinho pra  vocês se divertirem. ROMs para as várias variantes de controladores de disco* (ou acesso a disco virtualizado via serial ou rede), listagens em Assembly 6809 à la Unravelled para cada uma, patch contra o fonte do Toolshed e um README – que tá em inglês, então vou traduzir pelo menos a parte das novas funcionalidades.
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Você se acha um procrastinador? Pffft.

Pois eu vou lhe mostrar como os procrastinadores profissionais procrastinam. Vou tentar resumir o contexto ao máximo, mas senta que a história é longa.

1984: Sou contratado como estagiário na LZ Equipamentos, fabricante do Color64, clone do TRS-80 Color, mais conhecido como CoCo.

1985: Amei a máquina, aprendi linguagem de máquina Motorola 6809, domino as mumunhas do hardware e da ROM de BASIC, mas acho ridículo que o modo texto dele tenha míseros 32 caracteres por linha (o TRS-80 original tinha 64). Crio meus programas para a empresa usando um editor chamado Super Color Writer, que desenha caracteres na tela gráfica e portanto consegue exibir 64 caracteres por linha. Ou 51, com caracteres um pouco mais bonitinhos. Ou 85, se você realmente se odeia e não dá valor à saúde dos seus olhos.

1986: Desde ano passado estou com a ideia na cabeça: não seria legal se o BASIC pudesse operar nesse modo? Melhor resolução de texto, e poder fazer programas gráficos com texto usando simplesmente PRINT. Eu poderia alterar o BASIC. É uma trabalheira, mas sei como fazer isso. Taí, vou fazer…
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Chuva de Sinclair em Casa de Castro

Eu juro procês, eu não corro mais atrás dessas coisas, mas elas vivem caindo no meu colo.

Meu chapa da Engenharia Eugenio Marins teve a sorte de ter um pai ultra-hiper-mega-blaster-NERD nível HARD EXTREMO, que fazia experiências e fuçava com tudo que você pode imaginar, química, marcenaria, metalurgia, mecânica e… claro, retrocomputação. (Na época chamada simplesmente “computação”.)

Ele já tinha me passado uns Hotbits e TKs da tumba de Tutancâmon casa do pai, já falecido. Um deles eu usei pra sortear um exemplar do meu livro.

Nestes dias ele achou mais coisa, e nós dois convocamos o Ricardo Pinheiro para se juntar à expedição arqueológica. O resultado está aí embaixo. Ainda tinha mais alguns livros de MSX dos quais o Ricardo mui alegremente se apropriou.

Autoria do penteado Simply Gray: (1) vento; (2) o cabelo não ter crescido o suficiente pra ser pego pelo elástico.

Resumindo:

  • Um ZX80, lançado em 29 de janeiro de 1980 (eram dias cabalísticos, esses) e o primeiro microcomputador popular vendido em massa abaixo de £100.
  • Um clone obscuríssimo do ZX80 que rendeu processinho.
  • Dois terminais seriais de um Schumec (cada um pesa 8 kg, sem monitor e sem gabinete!) igual àquele no qual aprendemos programação no IME e no qual isto aqui (mencionado no Repórter Retro 067) aconteceu.
    • Sim, um colega meu programou um software de corrida de cavalos no BASIC do CP/M e a gente apostava dinheiro.
  • Vários livros e manuais.
  • Uma plaquinha wire-wrap com barramento (provavelmente) S100 no qual Marins Sênior fazia experiências.

Lembrando que algumas semanas atrás um cliente (valeu Dr. Leonardo!) me doou um AS-1000, outro clone de ZX81, este brasileiro. Acho que o Universo está tentando me dizer que devo dar outra chance a essa arquitetura de computadores. Agora tenho que achar meu sintonizador de RF pra testar essa bagaça toda.

[Semi-OFF] Enquanto houver Retrocomputaria, vai haver Poesia

Achou que nosso chapa da Freguesia do Ó, o Rubens Lobo, era o único MSXzeiro tupiniquim que se meteu a escrever e publicar poesia? Pois então

Meu livro Um Quarto de Página acaba de ser enviado para impressão. Nesse meio tempo, fiz um pequeno concurso literário no meu perfil do Instagram e vou sortear um exemplar do livro…


…usando um programa em BASIC num Hotbit. (Daí o Semi-OFF.) Infelizmente não dá mais pra participar do concurso, mas convido todos a assistir esta live que é também o pré-lançamento do livro. Amanhã, terça, 23/2/2021, neste perfil:

http://instagram.com/j_c_castro_escreve

(E se você não mais que de repente recordou-se da RetroRio 2019… sim, é o mesmo programa.)