Episódio 75 – O office antes do Office: Bancos de Dados – Parte B

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Sobre o episódio

Micros clássicos não são apenas jogos, mas também trabalho duro. Por isso fizemos a série O office antes do Office.

Para fechar nossa série, trataremos os bancos de dados, componentes essenciais de qualquer workflow corporativo.

Nesta parte do episódio

Falamos de Paradox e finalmente saímos do mundo CP/M e MS-DOS com o MT-DATA (no Brasil, HOT-DATA) e o Professional Data Retriever para MSX, Omnius para Apple II, List Plus para Apple IIGS, Superbase para C64, Amiga e outros micros clássicos, xBase e MUIbase para Amiga e dbMan para Atari ST.

E terminamos com o declínio do padrão xBase e como estão hoje dBase, Clipper, FoxPro etc e tal.

Ficha técnica:

URLs do podcast:

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6 comentários sobre “Episódio 75 – O office antes do Office: Bancos de Dados – Parte B

  1. Não ouvi (ainda) o podcast (mas de hoje não passa) mas “rachei o bico” de tanto rir quando, alguns segundos após colocar os olhos da pequena figura no canto direito (alguns banquinhos aparentemente feitos com bloquinhos “lego”) quando o “tico e o teco” começaram a funcionar e percebi a relação da figura com a matéria “banco de dados”….muito boa essa sacada!!…hehehehehehehehehe.

    P.S: é por essa e por outras que a “inteligência” artificial ainda vai ter de comer muito feijão (digital) pra conseguir passar no tal teste de Touring! Quem poderia dizer que isto não é também uma interpretação válida de um “banco de dados”??!!

  2. Creio que faltou mencionar o banco de dados Cornerstone, da Infocom.

    Em 1983 a renomada desenvolvedora de adventures texto para máquinas 8 bits, notoriamente Apple II, estava no ápice de seu sucesso comercial.

    De olho no mercado emergente dos IBM PC e inspirados por casos de sucesso como Lotus 1-2-3 ( inclusive a Lotus era vizinha da Infocom), a empresa decidiu ingressar no mercado de aplicações corporativas.

    Sendo assim a Infocom decidiu montar uma nova divisão de produtos corporativos, e o primeiro destes produtos seria um software de banco de dados chamado Cornerstone.

    A despeito da indiscutível capacidade técnica dos desenvolvedores da empresa, Cornerstone foi concebido com falhas:

    – sem linguagem script para operações na base de dados;
    – sem interpretador de comandos para consultas aos dados;
    – performance fraca

    A maioria dos problemas do Cornerstone foram causados pelo fato da Infocom ter decidido criar este aplicativo baseado em ZIL e rodar sobre a Z-machine.

    Apesar da flexibilidade do ZIL e da portabilidade da Z-machine, estas duas soluções não eram apropriadas para a criação de um SGBD.

    Outros fatores como o preço final do produto contribuíram para o insucesso da aplicação.

    Depois de 2 anos de produção e consumo de recursos, Cornerstone foi lançado em 1985. Vendeu em torno de 10.000 cópias, insuficientes para sequer cobrir os custos de produção.

    Após este fracasso a empresa tornou-se insolvente, demitindo metade de sua força de trabalho quando finalmente foi adquirida pela Actvision em 1986.

    Triste fim da icônica empresa de adventures texto.

    Ironicamente Cornerstone quer dizer “pedra fundamental” termo usado na construção civil para a pedra ou bloco inicial que vai sobre a fundação, dando início à construção de uma edificação.

  3. Muito bom episódio! Sobre as bases NoSQL, tem uma live que fui convidado essa semana para falar uma introdução ao MongoDB, com vantagens e desvantagens de usar: https://www.facebook.com/AluraCursosOnline/videos/1333008106813763/ . Sobre o sistema em Clipper, um amigo meu tinha um problema parecido, mas era mais caro para a empresa manter pois rodava em mainframe e o usuário dele (pessoal do jurídico) precisava consultar pelo número do processo. O que ele fez: descobriu o menor e o maior número de processo, deixou uma rotina rodando tirando print da tela e gravando em disco… por exemplo o processo 123 virava um arquivo 123.jpg . Depois ele fez um sistema em Delphi que lia um diretório de rede e o usuário consultava pelo número do processo e abria o arquivo correspondente. Diz a lenda que tá assim até hoje =)

  4. Ricardo, eu também entrei nessa de querer converter sistemas acadêmicos feitos em Clipper para uma linguagem mais recente, te digo que depois de 6 meses eu também desisti. As empresas e o povo que desenvolve esses sistemas são extremamente enroladas e fazem com que nós desenvolvedores, desanimem de qualquer tentativa de porte desses programas.

    Ainda tenho alguns programas e sistemas desse gênero guardados da década de 90, são praticamente impossíveis de se fazer engenharia reversa, mais fácil começar do zero.

    É engraçado olhar para trás e ver como era difícil de se mexer em banco de dados no passado e hoje é tão trivial. A molecada de hoje não tem nem noção de como os profissionais de décadas atras se esfolavam para criar algo para armazenar informações.

    Mais uma vez, um ótimo episódio. Abraço a todos…

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