Episódio 41 – IBM PC: o início – Parte B

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Sobre o episódio

Este é o episódio 41 do Retrocomputaria e, com um convidado que não é conhecido no prédio dele, falamos do início do IBM PC.

Nesta parte do episódio

Falamos do IBM PC original, do IBM PC XT, do IBM PC AT, os “desvios” e a Ascensão dos Clones.
Ah sim, zoamos o PCjr. De novo. Mais uma vez. Porque não cansa.

Também no episódio

Além de uma explicação sobre o problema que tivemos na segunda quinzena de março, leitura de comentários

Ficha técnica:

  • Número do episódio: 41
  • Participantes: Ricardo, João, Cesar, Sander, Giovanni e Juan
  • Convidado especial com verbete próprio na Wikipedia e no Knowledge Graph do Google: Laércio Vasconcellos
  • Duração aproximada: 92 minutos
  • Músicas de fundo: King’s Quest I
  • Download em ZIP
  • Links alternativos para o MP3 e ZIP

URLs do podcast:

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27 comentários sobre “Episódio 41 – IBM PC: o início – Parte B

  1. Eu sei que é o Retrocomputaria mas não precisava hospedar num Altair 8800 ligado na internet via serial, minha nossa que coisa lenta.

  2. Agora quase senti saudade (não é pra tanto 😛 ) do meu 486 DX2 conectando a internet a 9600 bps tentando ver algo via streaming do realplayer quando ousei clicar no Play Now (Streaming) do meu celular neste episódio, pra ter uma idéia não chegou no final da introdução sem passar na mente inspirações assassinas para com o meu coitado nokia lumia que parecia mais com um gago lendo Camões enquanto desce de montanha russa 😛

  3. Estou quase levantando a bandeira branca e pedindo penico, é a 19ª vez que tento baixar este episódio hoje e não consigo pois vai muito devagar e quando está chegando em 60-70% o download falha, isso por que em casa tenho fibra ótica em uma velocidade mais do que razoavel, já fiz testes que eliminam o caso de ser a minha internet a culpada, acho que se eu transmitir em código morse usando um monitor crt piscando vai mais rápido

      1. Consegui o/ Ouvi os episódios, como sempre perfeitos, parabéns, acompanho desde a época do episódio 4, e sempre quando imagino que vocês já estão ótimos, vocês lançam um episódio ainda melhor, parabéns mesmo =D

  4. MCGA era o adaptador gráfico dos modelos mais baratos de PS2. Fazia 320×200 com 256 cores e 640×480 2 cores, ambos com palheta de 24 bits (262,144 de cores). Na época era arrasador! Muitos jogos foram produzidos para o primeiro modo gráfico. A VGA comum era compatível com estes modos.

  5. Correção: MCGA era o adaptador gráfico dos modelos mais baratos de PS2. Fazia 320×200 com 256 cores e 640×480 2 cores, ambos com paleta de 18 bits (262,144 de cores). Na época era arrasador! Muitos jogos foram produzidos para o primeiro modo gráfico. A VGA comum era compatível com estes modos.

  6. Belas palavras finais, Juan! Na época queria um MSX, mas ganhei um PC-XT. Também é uma máquina fantástica com jogos incríveis, apesar da CGA e o velho PC speaker.

    1. As pessoas só jogavam nos XT com CGA porque o monitor era monocromático, se tivessem de conviver com aquele preto, ciano, magenta e branco teriam se matado 🙂 Lembrei agora de um colega de faculdade que tinha conseguido emprestado um XT da Magnavox em gabinete SF(F?) com leitor de 3,5″ e monitor CGA colorido (uau!)…

      1. Giovanni, fica na tua q qdo eu te conheci, vc usava um monitor Hercules no seu PC. =-O

        Olha, tinha até uns jogos simpáticos no PC, mas o único q me fez ficar interessado mesmo foi o Wing Commander, q rodei no 386 do meu pai. (*) Antes disso, era MSX até o talo. Aliás, como é até hj. 🙂

        (*) Nesse momento o Sander vem aqui comentar q no Wing Commander III (ou IV, sei lá),uma atriz pornô encenou o papel de uma das personagens.

        1. Não, eu já tinha um SyncMaster 3 com seus 1024×768 entrelaçados. Mas meu primeiro PC foi um 386SX@33MHz com 2MiB de RAM e HD de 42MiB que veio com um monitor fósforo branco da Tri da CGA/Hercules. Quando descobri isto eu mexi na placa mãe e na controladora já que os 720×348 dele eram bem melhores que os 640×200 do CGA — fora que o modo texto tinha caracteres mais nítido.

        2. E quanto às placas HGA (Hercules Graphics Adapter) elas sempre me fazem recordar quando li num número da Micromundo* que a resolução era 720×348. A minha mente, então confinada a 256×192, explodiu!

          (*) junto com o MC1000 veio uma assinatura anual desta revista/jornal

  7. O clima dos jogos era outro, por exemplo: Microsoft Flight Simulator, Leisure Suit Larry in the Land…, Space, King´s e Police Quest, Test Drive I e II, Vette, Budokan, Prince of Persia. Todos eles rodavam num XT com CGA. Tenho a impressão que cheguei a rodar o Monkey Island I no meu XT, mas talvez já tivesse um 286 🙂

  8. Muitas placas CGA tinham saída vídeo composto que geravam 16 cores naquele esquema ‘artifact’. Os jogos ficavam ótimos e muitos foram produzidos com suporte a este modo. Uns exemplos:
    http://www.hampa.ch/pce/pics/ibmpc-games/pce-cga-lsl1-2.png
    http://ipggi.files.wordpress.com/2008/03/boot_003.png?w=640&h=400
    http://i.ytimg.com/vi/zWPEi9vI_oA/mqdefault.jpg

    Na época vc precisava de um transcoder NTSC>PAL-M pois as TVs não davam suporte.

    1. Mesmo máquinas nacionalizadas, como o MF-86 da Microtec, tinham saída em vídeo composto em suas adaptadores CGA.

  9. Muito bom, como sempre. Mas vocês precisam dar um desconto para Intel pois na época do lançamento do IBM PC os projetos do 80186 e 80286 estavam quase prontos. Não existia nenhum produto importante com o 8086 ou 8088 e nenhuma biblioteca de software que tornasse a retrocompatibilidade importante.

    O primeiro PC no Brasil foi o Ego da Softec lançado no MicroFestival em maio de 1983. A Microtec lançou seu PC-2001 e a Scopus seu Nexus 1600 na Feira Nacional de Informática em outubro de mesmo ano.

    A Compaq foi fundada por engenheiros da Texas Instruments que ficaram frustrados que a diretoria da empresa não deixou eles fazerem o TI Professional 100% compatível com o PC. Por isso tomaram tanto cuidado na engenharia reversa do BIOS. Mas a IBM só processou que copiou direto o BIOS e quem olhou a listagem publicada e reescreveu o código não teve problema algum. Só que a história é escrita pelos vencedores e a Compaq ainda era tal quando o Bob Cringely espalhou a idéia que a técnica “clean room” da Compaq tinha sido importante.

  10. Esqueci de dizer que a aprovação da SEI era necesária para um computador ser legalmente vendido para qualquer um na época da reserva de mercado e não apenas para empresas estatais. A SEI impediu a Unitron de vender seu Mac 512 para pessoas físicas, por exemplo.

  11. Qualquer história sobre PCs no Brasil seria incompleta sem mencionar o chipset para 286 da Itaucom. Achei umas fotos nos primeiros slides desta apresentação:

    http://labhw.computacao.ufs.br/ecad/HEP_Brunelli_0a.pdf

    A Softec usou estes chips para construir um PC AT numa placa de expansão. Assim, a placa principal só tinha os conectores ISA. Para obter uma máquina completa bastava colocar a placa com o processador, chipset e memória e uma segunda placa com vídeo CGA, controladores de floppy, HD, serial e paralela.

    Como dava para construir um AT com apenas duas placas, eles fizeram um laptop com espaço para 3 de modo que você podia ainda colocar um modem ou placa de rede. O laptop funcionava com bateria enquanto que os laptops 286 disponíveis no exterior na época (1988) tinham que ser ligados na tomada. As pessoas falam dos atrasos provocados pela reserva de mercado mas este foi um caso em que o Brasil estava na frente. Infelizmente a Softec fechou sem ter vendido esta máquina e não sei o que aconteceu com as unidades de pré-produção. Seria um negócio interessante de ter numa coleção, como o Mac da Unitron ou o C65 da Commodore.

    Um detalhe do laptop 286 é que ele salvava o conteudo da memória numa área especial do HD antes de desligar e restaurava tudo ao ser ligado. Nos laptops estrangeiros eles implementavam uma funcionalidade semelhante usando memória estática (bem mais cara) e mantendo o conteudo enquanto o micro estava desligado. Quase dez anos depois a Microsoft implementou o recurso de salva e restaurar e memória para o disco no Windows.

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